Como a inteligência artificial revoluciona a gestão de armazéns

20 fev 2024
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Manutenção preditiva, gestão inteligente de energia, seleção das melhores localizações… A inteligência artificial está transformando diversos aspectos da gestão de armazéns logísticos. Um panorama das revoluções em curso. 

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As profissões criativas e, de modo mais geral, todas as ocupações com forte componente de informática — do desenvolvedor ao engenheiro de cibersegurança — podem estar na linha de frente e expressar suas preocupações quanto ao futuro, mas não serão os únicos setores impactados pela inteligência artificial. Anunciada como uma revolução da dimensão que o surgimento da internet representou para o comércio, essa tecnologia também vai transformar segmentos muito mais concretos da cadeia produtiva. A logística não é exceção. “A IA tem grande potencial para melhorar a eficiência, reduzir custos e minimizar erros nas operações de armazenagem, afirma Yeming Gong, professor de ciências da gestão e diretor do instituto AIM (Artificial Intelligence in Management) da EM Lyon Business School, em entrevista à Mecalux France. Na verdade, embora a técnica capaz de simular a inteligência humana (ou superá-la?) esteja longe de revelar todo o seu imenso potencial, o uso da IA já é uma realidade nos armazéns, onde abriu caminho para melhorias significativas em sua gestão.

A questão da manutenção preditiva

Nos últimos anos, o principal avanço observado foi o uso dos AMRs, os Robôs Móveis Autônomos, capazes de se deslocar sem orientação humana. Eles são utilizados em tarefas repetitivas de movimentação de materiais. A paletização, o transporte de mercadorias e a preparação de pedidos passam, assim, a ser gerenciados em tempo real por um software de gestão WCS (Warehouse Control System), o que permite otimizar os fluxos. Mas a IA também permite aos especialistas em imóveis logísticos antecipar problemas potenciais antes que ocorram. “Graças à IA, podemos aprimorar as operações de manutenção. Ao analisar os dados dos sensores e utilizar machine learning, os algoritmos podem identificar antecipadamente falhas nos equipamentos e, assim, favorecer uma manutenção proativa para reduzir as paradas e os custos associados”, lembra Yeming Gong.  

Gestão inteligente de energia e segurança reforçada 

A IA também contribui para uma gestão mais eficiente e sustentável dos recursos energéticos nos armazéns. Sistemas inteligentes conseguem analisar os padrões de consumo de energia e ajustar automaticamente a iluminação, o aquecimento e a climatização para otimizar o uso de energia. Essa gestão inteligente de energia não se traduz apenas em redução de custos; ela também desempenha um papel importante na redução da pegada de carbono dos armazéns e, em última instância, na imagem de marca da empresa de logística que opera o edifício. 

A segurança dos colaboradores é outra área em que a IA traz melhorias significativas. Sistemas inteligentes de monitoramento, equipados com câmeras e sensores, podem detectar anomalias e riscos potenciais em tempo real, permitindo uma intervenção rápida para prevenir acidentes. Além disso, a IA pode ajudar a analisar tendências e dados históricos para identificar áreas de risco e aprimorar os protocolos de segurança. 

Rumo à redução da penosidade do trabalho? 

Ao combinar dados históricos com modelos de ação automatizados, as empresas podem ganhar flexibilidade operacional. Utilizada para automatizar operações por meio de robôs autônomos, sistemas de triagem automatizados e drones de gestão de estoques, a IA reduz os custos operacionais e aumenta a precisão das operações. No entanto, segundo o especialista, embora a IA atue como um impulsionador de produtividade e beneficie em última instância o lucro líquido da empresa, seria reducionista considerá-la apenas como um meio de ganhar dinheiro. “Ela traz muitos benefícios aos colaboradores, tanto em termos de bem-estar no trabalho quanto de segurança”, explica.  

A tecnologia algorítmica oferece, assim, assistência às pessoas em determinadas tarefas repetitivas e demoradas, como a coleta ou a triagem de pedidos. “Quando organizadas manualmente, essas operações são trabalhosas, e os funcionários encarregados delas podem estar sujeitos a lesões, observa Yeming Gong. Hoje, graças à obtenção de dados em tempo real, a IA pode analisar essas informações, permitir que os operadores se concentrem em tarefas de nível mais elevado e desenvolvam competências mais valorizadas. A fadiga física e o risco de acidentes de trabalho são, assim, reduzidos.” Anunciada pelos especialistas mais pessimistas como causa de um futuro desemprego em larga escala, uma IA virtuosa poderia, ao contrário, melhorar as condições de trabalho. 

Entrepôts : “l'impact majeur de l’IA réside dans le dimensionnement des entrepôts ”

Pour Joseph Felfeli, PDG d’Acteos, l’IA révolutionne la logistique en synchronisant et en optimisant les stocks des produits et les stocks des ressources et par conséquent le dimensionnement des entrepôts. “En se basant sur des données historiques, l’IA détermine en dynamique le stock optimal des produits et des ressources et réduit ainsi les coûts, tout en maintenant des taux de service élevés” explique Joseph Felfeli. “ L’analyse prédictive des flux permet une association optimale des commandes client aux centres de distribution. L’objectif est d’éviter au maximum la répartition hasardeuse des produits” poursuit le PDG d’Acteos et ainsi de localiser la marchandise dans l’entrepôt le plus proche du client susceptible d’être intéressé. Enfin, l’IA permet la connexion entre l’achat/vente et les processus logistique (Approvisionnement, Entreposage et Transport) et la synchronisation entre les flux de ressources et les flux de produits. “Une coordination que les systèmes conventionnels n’ont jamais réussi à atteindre” rapelle Joseph Felfeli. “A travers nos systèmes intégrés et modulaires, chez Acteos, nous sommes parvenus par exemple à optimiser les stocks des 160 points de vente d’un de nos clients tout en optimisant également les stocks de ces entrepôts” poursuit Joseph Felfeli. L’IA émerge donc comme un moteur d’efficacité logistique, garantissant une gestion agile et économique des entrepôts. En revanche, “elle n’intervient pas dans la localisation des entrepôts” conclut le PDG d’Acteos.

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