Nos bastidores logísticos da indústria

29 mar 2024
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Em Nanteuil-le-Haudouin, a empresa de logística SeD alugou, no fim de 2022, uma plataforma logística de 93.500 metros quadrados para apoiar seu desenvolvimento. A operadora atua, em especial, a serviço de empresas industriais. Seu presidente revela a organização da logística industrial.

Logistique Industriels Re

Para encontrar a solução ideal, ainda mais em um contexto no qual os novos armazéns logísticos são cada vez mais escassos, os agentes industriais se organizam com bastante antecedência para acompanhar seu desenvolvimento. Foi assim que, em 2022, o grupo SeD pré-locou a totalidade de uma plataforma de 93.500 metros quadrados em Nanteuil-le-Haudouin (Hauts-de-France), junto à Telamon (ex-Panhard). Dois anos depois, a empresa de logística industrial de fato instalou-se nesse complexo XXL, que conta, entre outros recursos, com painéis fotovoltaicos. « Este local, o maior que operamos, atende a todos os nossos critérios para garantir a maior agilidade possível em condições de segurança ultraperformantes », relata Christophe Dubois, presidente da SeD.

Vale lembrar que esse grupo familiar fatura cerca de 100 milhões de euros por ano por meio de três linhas de negócios: transporte, logística e imóveis. « Atualmente, operamos mais de 430.000 metros quadrados de armazéns e plataformas de trânsito internacional na Île-de-France e em outras regiões (Lyon, Rouen, Lille, Toulouse…). » Presente no comércio eletrônico, na indústria, em cosméticos e também no setor têxtil, a empresa de logística SeD emprega cerca de 600 colaboradores em equivalência de tempo integral. 

Logística industrial: o serviço acima de tudo 

Por trás da logística dos agentes industriais há, antes de tudo, « um serviço », nas palavras de Christophe Dubois. « Precisamos antecipar esse serviço de acordo com a demanda de nossos clientes e com a regulamentação, prossegue ele. Nosso trabalho exige métodos e uma organização muito minuciosos. Por exemplo, hoje estamos nos organizando para levar mercadorias a Paris durante os Jogos Olímpicos no próximo verão. Mesmo que a situação ainda seja pouco clara por parte das autoridades públicas, nosso grupo já precisa tranquilizar seus clientes. »

Como recorda a Gazette Oise, « as soluções adaptáveis e a gestão das restrições de abastecimento construíram a reputação » do grupo SeD. Ainda segundo Christophe Dubois, a logística industrial, porém, organiza-se em meio a turbulências cada vez maiores. « O pior ainda está por vir, afirma ele. Há vários meses, nosso setor está mobilizado para ser ouvido pelo Estado, especialmente para acompanhar nossos clientes em seus planos diretores dentro dos prazos estabelecidos, isto é, garantir a entrega de seus produtos com a menor pegada de carbono possível. »

O impacto do ZAN nos projetos logísticos 

Como muitos de seus pares, o presidente da SeD considera que a crise das transportadoras ainda não foi resolvida. « Precisamos ser ouvidos para desenvolver nossa atividade e resistir à avalanche de regulamentações francesas, que se soma à regulamentação da União Europeia. » Como consequência, alguns clientes preferem recorrer aos Países Baixos ou à Alemanha, onde o quadro administrativo continua menos complexo do que na França. « O clima geral anuncia uma tempestade por vir! As escolhas feitas pelos políticos em matéria de descarbonização, por enquanto, não são financiadas! ». O mesmo vale para os efeitos da meta de artificialização líquida zero dos solos: « O ZAN agravará ainda mais a falta de armazéns no futuro, um problema que enfrentamos há vários anos. »

Sobre esse tema, Christophe Dubois defende a elaboração de um roteiro coletivo a ser apresentado ao Estado, a fim de « evitar o desastre ». « Ao contrário dos agricultores, transportadores rodoviários, taxistas..., não podemos bloquear as rodovias com nossos armazéns, tampouco podemos pensar em fechar o acesso aos nossos locais para fazer valer nossas legítimas reivindicações, afirma ele. Precisamos de apoio, assim como é preciso eliminar as absurdas exigências relativas às ICPE. » Segundo ele, um simples armazém enquadrado na rubrica ICPE 1510 na França continua sendo « muito mais restritivo » do que nos países europeus vizinhos e na Inglaterra. Defendendo uma harmonização europeia, ele critica a necessidade de ter diferentes tipos de cabeças de sprinklers conforme a natureza dos produtos armazenados (plástico, colchões, papelão...). « Esses produtos não têm problema algum em viajar juntos no mesmo veículo ou em ser dispostos nas lojas de venda! Procurem o erro! »

Apostar na energia verde

Investido no desenvolvimento da cibersegurança, dos dados e da informática, o grupo SeD não deixa de lado a dimensão ambiental de seu setor. « Cabe a nós, operadores logísticos industriais, inovar e encontrar soluções para nossos clientes. » Assim, Christophe Dubois considera necessário prosseguir a reflexão sobre o desenvolvimento estrutural de armazéns baseados em energia verde e autossuficientes. « Estamos decididamente empenhados em inovar para avançar mais rápido que nossos concorrentes chineses ou americanos, mas a França e a UE ainda precisam adotar leis protecionistas para nosso setor e nossas empresas », conclui ele.  

Les spécificités des bâtiments logistriels

Historiquement, la fonction logistique était intégrée dans les usines même. Dans les schémas modernes, cette logistique n’est plus systématiquement internalisée mais localisée à proximité immédiate de l’usine, dans un technopôle par exemple. Et les entrepôts dédiés à cette activité, des bâtiments logistriels, ont plusieurs spécificités. « Outre son implantation à proximité des sites industriels qu’il dessert, il doit être connecté à des infrastructures de transport (port, voie ferrée, autoroutes..) permettant un acheminement rapide et au sein d’un bassin de main d’œuvre formée aux métiers industriels et logistiques », explique Léo Barlatier, co-fondateur de Barjane.

Il ajoute : « Le bâtiment logistriel doit être flexible pour s’adapter dans le temps aux évolutions futures afin de ne pas devenir obsolète au bout de quelques années seulement. Cela signifie des cours profondes, des hauteurs libres importantes, un surinvestissement sur la dalle pour avoir une résistance au sol élevée et être en capacité d’accueillir différentes configurations… » Enfin, la disponibilité en énergie (puissance électrique par exemple) est cruciale : « Si le bâtiment fonctionne par exemple avec des process automatisés, ce qui est souvent le cas dans la logistique industrielle, cela nécessite une puissance électrique plus importante qu’un entrepôt traditionnel », souligne Léo Barlatier.

Barjane développe actuellement un bâtiment logistriel à Cholet pour le compte de Thales. Il a été imaginé dès l’origine du futur campus industriel du groupe dédié aux radiocommunications et systèmes d’information. Cet ensemble logistriel « sur-mesure » de 18 300 m², dont 980 m² de bureaux, présente un certain nombre de caractéristiques industrielles, comme une planéité de la dalle et une résistivité particulière (sol dissipatif pour protéger les composants électroniques des décharges électrostatiques), un contrôle de la température et de l’hygrométrie, une isolation renforcée, une puissance électrique renforcée, des équipements particuliers liés à la multiplication des postes de travail à l’intérieur de la halle (nombre de prises électriques par exemple), un accès dédié pour des navettes directes avec le site de production… Sa livraison est prévue au 2ème trimestre 2024.

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