Em 2024, passe no (decreto) BACS com louvor!
Nome de código europeu : BACS. Nome de código francês : GTB. Ele se refere a um decreto que impõe a implementação de sistemas de automação e controle de edifícios terciários até o fim de 2024. Embora represente uma restrição adicional para os agentes do setor imobiliário logístico, também pode ser uma oportunidade para facilitar o alcance das metas de redução do consumo de energia estabelecidas pelo decreto terciário.
Em vigor desde julho de 2020, o decreto BACS, de Building Automation and Control System, impõe até o fim de 2024 a implementação de sistemas de automação e controle, ou ainda de Gestão Técnica de Edifícios (GTB), que permitam reduzir o consumo de energia em todos os edifícios terciários com potência de aquecimento/refrigeração superior a 290 kW. « No entanto, segundo a consultoria Xerfi, menos de 6 % dos edifícios terciários estariam hoje equipados com uma GTB, afirma Benjamin Audibert, diretor de desenvolvimento da E’nergys, empresa nacional especializada em desempenho global e sustentável. E 70 % dessas GTBs foram consideradas inoperantes ou mal utilizadas pelo estudo « Avaliação de sistemas de GTB no setor terciário » da Ademe ».
Interoperável com os diferentes sistemas técnicos do edifício, a GTB permite controlar os equipamentos com alto consumo energético, analisando os dados de produção e de consumo de energia para ajustá-los em seguida conforme necessário. Esses sistemas também devem permitir situar a eficiência energética do edifício em relação a valores de referência, detectar perdas de eficiência dos sistemas técnicos e informar o operador do edifício, possibilitando a análise da situação e a melhoria da eficiência energética. « A GTB é o meio mais rápido para atingir as metas de redução do consumo estabelecidas pelo decreto de ecoenergia para o setor terciário, lembra Benjamin Audibert. Ela também permite valorizar os ativos imobiliários, tornando-os menos intensivos em energia (economia de energia de 10 a 40 %), com redução dos custos operacionais do edifício, graças à otimização do funcionamento dos equipamentos, mas também à consideração de dados exógenos, como as tarifas dos contratos ou ainda o clima ».
As oportunidades oferecidas pelo decreto BACS
Por consistir em uma obrigação de meios, e não de resultado, o decreto BACS não prevê sanção em caso de descumprimento das obrigações previstas no texto legal. Ainda assim, está estreitamente ligado ao decreto terciário, pois ambos têm o mesmo objetivo de reduzir o consumo de energia dos edifícios. Nesse sentido, seu descumprimento pode levar a um « name and shame » (divulgação pública dos infratores), bem como a uma multa de até 1 500 euros para pessoas físicas e 7 500 euros para pessoas jurídicas. Assumir o risco de uma sanção, quando o cumprimento do decreto pode representar uma oportunidade, seria, contudo, lamentável.
Além de ajudarem na obtenção de certificações ambientais como BREEAM ou HQE, essas instalações também podem auxiliar os gestores de armazéns em seu dia a dia. « Para aqueles que têm vários locatários, explica Benjamin Audibert, a GTB permite determinar facilmente quem consumiu o quê, em que quantidade, e assim refaturar cada um pelo consumo real ». Embora o custo de implementação não seja mais coberto pelos CEE (Certificados de Economia de Energia) desde 1º de janeiro no setor logístico — diferentemente dos edifícios de escritórios, saúde e educação —, Benjamin Audibert conclui lembrando que a produção de energia por painéis fotovoltaicos pode ser integrada à GTB, em plena coerência com o anúncio da Afilog sobre a implantação de cerca de 5 milhões de metros quadrados de painéis fotovoltaicos nos próximos 5 anos.
3 questions à Armelle Nourry, directrice Real Estate France de Kuehne+Nagel
Les entrepôts de Kuehne+Nagel en France sont-ils tous équipés d’un système de gestion technique du bâtiment (GTB) ?
Nous avons deux cas de figure au niveau de notre parc d’entrepôts en France. Il y a ceux que nous exploitons en étant chez le client quand ce dernier est locataire ou propriétaire du bâtiment. Cela concerne une vingtaine d’entrepôts. L’équipement avec un système de gestion technique du bâtiment (GTB) dépend alors de notre client ou de son propriétaire, et nous n’avons pas la photographie exacte. Et il y a les 19 entrepôts dont nous sommes locataires en direct. Ce parc est très diversifié, avec des bâtiments déjà équipés de GTB (à l’image de ceux frigorifiques), et d’autres plus anciens qui ne le sont pas. Nous avons signé des conventions avant le 31 décembre 2023 pour l’équipement de GTB de classe A dans les bâtiments que nous exploitons et qui n’étaient pas encore équipés, ce qui nous permet de bénéficier des mesures d’accompagnement mises en place en France et au niveau de l’Union européenne pour être en conformité avec le décret BACS d’ici le 1er janvier 2025.
Comment mettez-vous ces entrepôts en conformité concrètement ?Nous nous sommes donnés une année. Pour commencer, nous avons contacté les bailleurs de nos entrepôts à équiper avec des GTB de classe A pour savoir s’ils avaient prévu de procéder à des installations ou bien si nous nous en chargions. Nous intervenons donc sur une dizaine de site. Une fois les conventions d’équipement signées, nous avons lancé une campagne d’audits à compter de janvier. Elle s’achèvera en mars et mobilise des ingénieurs qui se déplacent dans chaque bâtiment pendant une ou deux journées. Ce travail va nous permettre de dimensionner le besoin et d’adapter parfaitement la GTB de classe A aux caractéristiques de chaque entrepôt. Nous prévoyons ensuite des installations entre mai et juin. S’en suivra une période de formation aux niveaux local, régional et national pour avoir un pilotage efficace et être en mesure de faire des comparaisons. Les bonnes pratiques pourront ainsi être appliquées sur chaque site. La mise en exploitation pleine et entière est programmée dans le courant du mois d’octobre.
Quel type de GTB allez-vous installer ?Nous avons été très sollicités en 2023 par les installateurs. Nous avons opté pour des GTB allemandes de grande qualité afin de faciliter le suivi et le partage d’informations avec les bailleurs. Nous serons donc au rendez-vous le 1er janvier 2025. Et même s’il n’y avait pas eu le décret BACS, nous aurions équipé tous nos entrepôts en location directe avec des GTB de classe A dans le cadre de notre stratégie ESG.




